Eu estava bela, usava um vestido poderoso de paetê azul royal, era curtinho, mas não tão decotado. O relógio marcava exatamente 23h00min. Alice, minha melhor amiga, passaria na mansão pra buscar-me, mas ela estava trinta minutos atrasada, já que o combinado seria vir às 22h30min.
Meus pais viajaram e aproveitaria para ir a festa de Noah Leahy, um dos garotos mais populares da escola, falando nisso, meu nome é Hanna, tenho 16 anos e estou cursando o segundo ano do ensino médio (ainda bem que só falta mais um ano para esse inferno acabar). Eu iria ter de sair escondida, pois se o idiota do filho da minha madrasta visse-me saindo, me deduraria na hora.
Desde que mamãe morreu, Pattie se tornou muito importante para mim, pois ela é a única figura feminina que tenho por perto. Eu a amo como se fosse da minha família, mas o único problema é que eu só a tenho se seu filho legítimo - Justin - vier no pacote. Há dez anos, os conheci, eu era uma criança ingênua demais e não havia percebido que minha mãe já tinha falecido, pois papai, sempre que eu perguntava sobre ela, dizia-me que a mesma viajara. Deve ter sido difícil para ele me falar isso, porém pior ainda foi quando percebi que ela nunca mais voltaria.
Enfim, eu estava em meu quarto, que por um azar muito grande, se encontrava ao lado do de meu "irmão". Abri a porta de madeira branca que dava acesso ao largo corredor, tentei fazer o mínimo de barulho possível para Justin não ouvir meus movimentos. Tirei os saltos enormes, apoiando-me na parede pelo esforço. Agora sim eu poderia andar tranquilamente.
Apaguei a luz com a mão desocupada e andei cautelosamente até a porta do aposento ao lado. Meus ouvidos tocaram a madeira levemente e não captaram nenhum som, então isso significa que ele já devia estar adormecido.
Fui em direção as escadas e desci cada degrau com muito cuidado, tudo lá embaixo estava vazio, olhei ao redor e não avistei nada suspeito. Iria esperar minha amiga no portão, pois não aguentava mais ficar trancada!
Quando estava prestes a girar a maçaneta, a luz da cozinha se acendeu atrás de mim. Tremi dos pés à cabeça.
E se for um ladrão? Perguntei-me. Milhões de situações perigosas passaram-se pela minha mente problemática.
Tentei controlar meus batimentos cardíacos e fui virando o corpo devagar.
Fiquei mais nervosa do que já estava ao mirar um Justin, só de cueca boxer branca, me fuzilando com fúria estampada em seus olhos.
Engoli em seco.
– Onde você pensa que vai? - Indagou entre dentes.
– Pa-para a casa da Alice! - Exclamei, guaguejando aquela mentira, mas era em vão, porque meu irmão me conhece muito bem. Ele sabia quando eu falava a verdade ou não.
– Não está autorizada, pode subir e se aquietar. - Falava como se mandasse em mim.
Que raiva! Gritei em pensamento.
– Justin, por favor, deixe-me ir. É só isso que te peço. - Implorei contra a minha vontade.
– Se você pelo menos não mentisse para mim! - Esbravejou. – Eu sei que você estava indo a festa do Noah, não adianta querer esconder.
Continuávamos a discutir a distânica. Ele perto da geladeira e eu proxíma a saída.
Não avisei que Justin sabe quando minto?
O vestido deve ter me entregado por completo, já que eu nunca iria tão arrumada assim apenas passar a noite na casa de uma amiga.
– Tudo bem, eu admito. Estava indo a festa sim, mas o que você tem a ver com isso? - Fiz a pergunta com a voz um pouco alterada, daqui a pouco começaria a gritar. – Por que você não me deixa em paz, seu idiota? - Tentava convencê-lo.
Ele me deu um meio sorriso sarcástico, para logo após sair da cozinha e subir os primeiros degraus da escada, me ignorando. Quando Justin estava quase no topo, virou-se olhando-me mais uma vez.
– Se você sair dessa casa, ligarei para o seu pai! - Continuou a subir.
Corri atrás dele e quando cheguei ao primeiro andar, ele já estava em seu próprio quarto. Tentei entrar lá e por incrível que pareça, estava aberto.
Encontrei-o deitado em sua cama. "Fumacei" pelos ouvidos, tamanha a raiva.
– Só me diz o porquê ,vai? Me diz porquê você não me deixa ir, caralho! - Sim, agora eu estava definitivamente alterada.
– Se você quer tanto ir, porque não pede para o seu papaizinho, hã? Você sabe que ele não te deixaria ir, pirralha. - Aquele sorrisinho que eu odeio voltou à tona. O pior é que esse desgraçado estava certo, papai nunca permitiria tal coisa.
–... - não tinha palavras pra retrucar.
– E se acontecer algo com você? Se algum maníaco te pegar à força? A responsabilidade toda cairia sobre mim. Se não fosse por isso, você poderia ir até para o inferno, porra. - Cuspiu as palavras.
Baixei a cabeça. Então era isso, esse problemático acha que vai acontecer algo de ruim comigo, por isso não me deixa ir.
A responsabilidade seria jogada sobre ele, porém isso nem importava mais. Tudo que vinha a minha cabeça eram apenas as palavras maldosas proferidas por ele.
Eu sinceramente não sei porque ele me odeia.
Tentei conter uma lágrima teimosa de cair, mas simplesmente não deu pra segurar. E só pra mostrar mais ainda a fracote que sou, passei a chorar copiosamente em sua frente. Olhei em seus olhos de novo e pensei ter visto algum arrependimento contido ali, porém o mesmo sorriso que eu odiava, insistia em aparecer naquela boca rosada.
– O que uma pirralha, que chora por tudo, iria fazer na festa do Noah? - Ele continuava a me magoar. Caminhei até a saída derrotada. – Fecha a porta quando passar, irmãzinha. - Tudo que havia em seu tom de voz era sarcasmo. Eu só não voltei lá e quebrei a cara dele porque sou umas 100 vezes menor.
Justin é quatro anos mais velho que eu e acabaria comigo apenas se encostasse o dedo em mim. Fechei a porta num estrondo audível e corri para meu aposento. São nessas horas que eu desejava que ele e Pattie nunca tivessem entrado em minha vida; E que minha linda mãe Elisabeth, ainda estivesse aqui conosco.
Minha respiração estava se normalizando, então peguei algodão e o removedor de maquiagem na minha penteadeira. Retirei toda a sujeira que estava em meu rosto e despi-me do vestido glamuroso, jogando-o em algum canto daquele lugar rosa. Peguei uma camisola branca e confortável e deitei-me na cama gigante que havia ali. Achei meu celular, digitando uma mensagem pra Alice, avisando-a que não poderia ir e ela respondeu minutos depois, dizendo-me que "tudo bem, mas depois vou querer saber o motivo."
Estava prestes a colocar o aparelho debaixo do travesseiro, quando todos os abajures foram desligados.
– AAAAAAAAAAAAH!! - Gritei muito assustada.
Eu tinha pânico de ficar no escuro.
Em 16 anos de vida eu nunca, nunca mesmo, dormi sem alguma luz por perto. Provavelmente faltara energia, então eu comecei a correr pra onde meu irmão estava dormindo, o medo me consumia tanto que já estava a ponto de chorar novamente.
– Justin?! - Chamei-o desesperada. Ouvi-o resmungando algo ininteligível.
Resolvi entrar mesmo assim, pois estava muito amedrontada. Encontrei-o dormindo de bruços virado para a janela, pude observá-lo mover-se graciosamente sobre os lençóis e isso só era possível por causa da lua, que estava muito brilhante naquela noite e chegava a iluminar uma boa parte do quarto, inclusive sua cama. Acho que já deveria ter se passado uns cinco minutos, porém eu continuava lá, encarando-o como se estivesse hipnotizada.
– Vai ficar aí parada só me olhando? - Fui acordada de meus devaneios nada puros sobre meu "irmão" com essa pergunta. Me assustei, engolindo em seco, mas logo tratei de perguntá-lo se poderia dormir junto a ele.
– Justin, será que eu posso dormir aqui? - Indaguei apreensiva. – Você sabe que eu tenho medo de escuro e nem papai e nem mamãe estão aqui, então, você deixa? - Eu falei tudo rapidamente, esperando ansiosa por sua resposta.
– É claro que sim, pequena. Vem, deita aqui. - Falou apontando para o outro lado de sua cama, batendo a mão ali. Fui correndo e assim que me deitei, senti dois braços fortes me rodearem.
Meu corpo teve reações muito estranhas.
– Por que você me odeia, Justin? - Resolvi perguntar o que estava intalado em minha garganta há um tempo.
– Eu não te odeio meu amor, eu só estava com muita raiva e ciúmes naquela hora, eu temo muito que algum garoto se aproveite de você. Me desculpe, por favor. Afinal, como eu poderia odiar minha "irmãzinha", hã? Me diz. - Ele me respondeu com bom humor. Será que esse garoto é bipolar? Perguntei a mim mesma, não acreditando naquilo.
– Sério?! - Indaguei surpresa, pois não esperava nada disso.
– Seríssimo. - Confirmou e quando levantei a cabeça para olhá-lo, deparei-me com aqueles olhos lindos que o garoto possuía. Eles miravam-me com tanta intensidade que senti como se estivesse nua.
Justin foi chegando mais perto de mim e tudo foi tão rápido que nem percebi o colar dos nossos lábios.
Estávamos nos beijando.
Senti sua língua adentrando lentamente minha boca, sem nem pedir permissão, explorando cada canto que conseguia e eu não pude me segurar, tive que sugá-la. Enfiei as mãos em seus cabelos, puxando-os e massageando sua nuca e logo após fazer isso, senti-o por cima de mim, com os dois braços ao lado de minha cabeça pra poder se apoiar e não me esmagar com seu peso.
Depois de uns minutos me dei conta do que estava fazendo, me afastei um pouco bruscamente e disse:
– Nós somos irmãos Justin, você tem que parar! - Mesmo contra a minha vontade, era preciso fazer aquilo.
– Somos mesmo? - Me questionou. Fiquei sem palavras e ele voltou a fazer o que estava fazendo, só que com mais intensidade ainda.
O garoto resvalava os lábios por todo o meu rosto e descia para o meu pescoço. Justin ficou um tempo por ali, deixando chupões, beijinhos, coisas que deixariam marcas futuramente, mas a única coisa que eu fazia era gemer baixinho e friccionar meu corpo contra o membro dele que já se encontrava totalmente ereto.
Cheia de coragem, girei meu corpo sobre o dele e foi minha vez de ficar por cima. Trabalhei em seu pescoço suculento, deixando vários selinhos por lá, desci pelo seu abdômen durinho e dei alguns beijos pelo mesmo, quando cheguei em seus mamilos, os mordi e brinquei com minha língua naquele lugar.
Ele gemeu.
Fui levando minhas mordidinhas para baixo e logo estava frente a frente com aquele membro que parecia que ia explodir a boxer de tão duro. Dei uma mordida por cima da mesma e logo retirei-a, me deparando com um pênis pulsante, grosso e grande.
Fiquei meio assustada, porque era comprido demais!
Não sei como estava conseguindo fazer tudo aquilo, mas apenas seguia meus instintos.
Todos esses anos desejei-o em silêncio, porém nunca poderia imaginar que ele sentisse o mesmo por mim, pensei aquilo enquanto passava a língua pela cabeça do sexo perfeito dele, que estava púrpuro, já soltando um pouco de pré-gozo. Lambi toda a sua extensão e pus quase todo em minha boca, sugando com afinco, fazendo o melhor que eu podia para dar-lhe prazer, comecei a brincar com seus testiculos com a mão livre e tão logo isso aconteceu, Justin passou a estocar em minha boca, primeiro lentamente, mas depois que já não se aguentava mais, ficou mais rápido e forte. Pouco tempo depois ele gozou e tratei de engolir todo aquele líquido esbranquiçado. Esse ato o fez rosnar alto.
Ele me pegou e jogou-me sobre a cama bruscamente, mas estava tão excitada no momento que nem liguei e Justin estava tão desesperado, que só faltou rasgar minha camisola. Quando meus seios ficaram expostos, ele passou um tempo apreciando-os e depois, pôs sua boca em um dos mamilos, o mordiscando, sugando e judiando, enquanto sua outra mão estava no outro seio, o massageando. Eu já estava alterada e Justin não parava de me torturar, então eu mesma tirei minha calcinha.
– Calma ai, apressadinha. - Sussurrou em meu ouvido, me arrepiei dos pés a cabeça com a voz rouca.
Ele foi descendo os lábios pelo meu corpo e quando chegou em minha intimidade, - que já estava pronta para recebê-lo - passou a estimulá-la, ora dando beijos ou chupões ora sugando meu clitóris. Senti-me ser penetrada por dois dedos de uma só vez e Justin trabalhava a sua língua na mesma velocidade com que adentrava os mesmos em mim.
Senti pequenos espasmos e acabei gozando em sua boca, gemendo alto, porém mesmo após isso, ainda queria mais.
Eu nunca estaria satisfeita quando se tratasse do meu irmão, eu o queria pra mim, o queria dentro de mim.
Já não aguentava mais aquelas pré-eliminares e parece que ele também não, pois o vi pegar uma camisinha no criado mudo ao lado e ao perceber o que ele estava fazendo, pedi para colocá-la. Justin prontamente atendeu meu pedido, entregando-me o pacotinho, abri-o com os dentes e massageei aquele pedaço de carne à minha frente, que já estava a ponto de bala mais uma vez, para logo após "vestir" o preservativo nele.
Justin olhou em meus olhos, meio que me perguntando se eu estava pronta, apenas afirmei que sim com a cabeça, não tinha mais como voltar atrás no estado em que eu me encontrava, aliás, nós dois nos encontrávamos.
Quando ele me penetrou, soltei um pequeno grito, por mais que doesse um pouco por ele ser tão grande, a sensação era maravilhosa. Ele esperou uns segundos para que eu me acostumasse com o seu tamanho, baixando a boca até meu pescoço, sugando minha jugular, mas eu estava ansiosa demais para sentir toda a potência dele, então rebolei meus quadris levemente, demonstrando que eu queria que ele continuasse e enfim, Justin começou a estocar em mim, lenta e deliciosamente.
– Caralho Justin, como você é gostoso, PORRAAA! - Quando ele atingiu um ponto mais fundo dentro de mim, não consegui não gemer algumas palavras obscenas.
Ele continuava a estocar, cada vez mais rápido, tentei inovar e tratei de inverter as posições, ficando por cima dele, suas mãos voaram pras minhas nádegas, me ajudando a subir e descer, gemi mais alto ao perceber que daquela forma seu membro ia até mesmo mais fundo do que antes.
– Você é muito mais gostosa, é perfeita, isso sim. - Ele comentou com uma voz totalmente diferente, desejosa. Arrepiei-me, mordendo os lábios.
Eu cavalgava cada vez mais forte e olhar a expressão de prazer em seu rosto, me fez ter mais um orgasmo, muito intenso dessa vez. Justin inverteu as posições novamente, pois eu ainda estava meio mole, ele enfiou-se em mim mais algumas vezes e urrou de prazer, liberando todo o seu sêmen em sua camisinha.
Ele saiu de dentro de mim lentamente, tirando o preservativo, dando um nó na sua ponta.
Meu irmão deu-me um pequeno beijo na testa, deitando-se ao meu lado, apertando-me em um abraço de aço e acabamos dormindo desse jeito, nus, suados, porém com um grande sorriso de satisfação no rosto.
One-shot retirada do Nyah mas foi deletada :)
